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sábado, 17 de outubro de 2009

Um amor nu, cru e temperado.


Era o que eu tinha em mim.

Tinha sede da verdade salgada
Mas ela era salgada demais e, realmente, dava-me sede.
Sede de saber, sede de experiência.
Um dia me disseram que o mar era feito em sal e eu quis mergulhar.
Mergulhar num amor doce.
Mas doce também me dava sede.
Sede de refresco.
Sede de sentir a água leve tocando na pele.
Calmaria
Vislumbres, talvez.
Oxigênio (in)terminável.
Um oceano de prazeres? Mal sei.
Bem sei é que o que me dava sede era a velha história da Maria...
Aquela que amava o João.
Por isso que eu tinha medo de tanto sal ou até de tanto doce.
Quiçá, o medo da sede.
Medo ou não medo, eu mergulhei.
De cabeça ou não...
Eu mergulhei.
Sede. SE- dê.
SE-DE no amor doce e na verdade.
Verdade temperada com mentiras bobas.
Ou mentira temperada com verdades bobas.
Vai saber a que temperatura
Ou até em que tempo se atura, não é?!
O temp(oral) ou real...
Pouco importa.
O tempo é de estar
E de tentar.
Tentar com medo
Sem medo...
Se haver sede??
Se-dê.
Se flutuar, melhor.
Se não?!...
A sede é saciável.
...o resto nem preciso falar.

4 comentários:

univitelinos disse...

Estou seca de tanta sede... QUERO
"ÁGUAA"!!!

oBS: muito bom!Cada vez melhor.

Rafael Costa disse...

A sede é inssaciável, e quando tomamos queremos sempre mais... mas há um medo pertinente nesse sempre ir, porque ainda gostamos de joão e maria, porém é necessário. Covardia é a maior mediocridade humana.


Beiiiiiiiiijos

Rafa

Lucas disse...

Muito show isso tassi..fazia tempo que nao entrava :D
fiquei com sede só de ler!!
Muito Bom

Tassi disse...

A sede é (in)saciável.

Concordo que covardia seja uma grande mediocridade humana, Rafa!! (:


Ah, e valeu Lucas! (:


Beijosss!