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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

BEM DITA


Dois lados de mim:

*o primeiro transborda sorrisos,
*o segundo carrega seriedade.

Não sei o que faço quando de mim não sei quem sou...
Quando por ora me sinto intensa, logo numa piscadela de olhos, eu discurso o cansaço que eu tenho daquela tanta gente e  penso comigo em querer sumir para outros lugares que não esse.
Que faço eu diante desse mundo que me detona ‘minutaneamente’?
Parte de mim é um pote cheio de amor e outra parte é o ódio afogando toda e qualquer intenção de bondade.
Parece que preciso ser continuamente cega pra conseguir serenar.

Maldita vida delineada de avessos e de efemeridades.
Maldita vida instantânea que não me faz parar de pensar.

domingo, 21 de agosto de 2011

LA.

Assumiram-se como tal
Ergueram o punho
Agarraram-se aos hinos
Foram militar!


Mais uma vez: saltaram da escada - pisaram no molhado e caíram de cabeça.

sábado, 30 de julho de 2011

A história de Aline

Na calcinha, o vestígio do prazer adia um começo.
Fico nessas delongas não por uma suposta ideia de querer parecer pura.
Mas pela tímida intenção de querer ficar um pouco mais longe de um certo fim.
Depois percebo que é tolice e me "emputeço". 

Do poço, o impulso.

Gotículas de sangue no rastejo...
Uma atrás da outra, fazendo fila.
Se não cicatrizar,
Uma agulha
Uma linha
Que a carne gruda.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tijolo por tijolo e enfim bloqueio os mil i-mundos que me tentam.  

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pesadá-lo


O entra-e-sai na minha mente 
O entra-e-sai na minha mente
  Entra e sai da minha mente
  Entra e sai da minha mente



Sonhei de novo com você­­­­­­­!
Tenho medo dos meus sonhos porque eles, muitas vezes, tornam-se instantaneamente reais... Você sabe disso!
Dessa vez eu sonhei que lhe comiam, mas só presenciei a cena porque cometi uma gafe: entrei sem bater num quarto que não era o seu.
Tudo bem entrar num quarto sem bater e depois, desculpar-se...
Mas quando eu entrei, vi que um cara forte lhe comia e que aquilo lhe agradava de-ma-si-a-da-men-te.

Foi a primeira vez que encontrei seus olhos.

Foi a primeira vez que eu não vi mistério algum neles.

Depois que eu observei o cara lhe comendo, saí do quarto e fechei a porta. Não queria atrapalhar seu bel-prazer.  Ou melhor, não conseguia aceitar o seu gozo feliz.

Poxa, um cara lhe comia tão bem!

Claro, eu até que poderia pular na cama e dividir o prazer a três, mas você me olhava tão concentrado, tão  filtrado... Olhares que diziam: “veja como estou sentindo prazer, querida. Veja!”.

Arrependo-me de ter sonhado com você na noite passada.
Grudou-me na mente essa cena e agora, sempre que vejo rastros seus, lembro-me do cara lhe comendo.
Tudo bem, nada de preconceito com atos homoafetivos, até gosto.

O pior é não conseguir ver mistério algum em seus olhos que antes eram considerados inconstantes e inalcançáveis. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aqui, o espaço da saudade te engole sem medo de engasgar.


Dedilhando meu corpo como se fosse um instrumento, tua ausência se distrai traindo-me de ilusões passageiras.