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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mágramática - O Teatro Mágico


Composição: Fernando Anitelli

Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase, nem a crase
Nem a vírgula e ponto final
Afinal, a má gramática da vida
Nos põe entre pausas
Entre vírgulas
E estar entre vírgulas
Pode ser aposto
E eu aposto o oposto
Que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples
Um sujeito e sua visão
Sua pressa e sua prece
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para a nossa oração
Adjuntos ou separados
Nominais ou não
Façamos parte do contexto
Sejamos todas as capas de edição especial
Mas, porém, contudo, todavia
Sejamos também a contracapa
Porque ser a capa e ser contracapa
É a beleza da contradição
É negar a si mesmo
E negar-se a si mesmo
É muitas vezes encontrar-se com Deus
Com o teu Deus
Senhoras e Senhores
Que nesse momento em que cada um se encontra agora
Um possa se encontrar ao outro
E o outro no um
Até por que
Tem horas que a gente se pergunta...
Porque é que não se junta tudo numa coisa só?

6 comentários:

ramme disse...

nem preciso mais comentar, já consegui o que queria!

Tassi disse...

Palavras contagiam pessoas.
As interessantes principalmente.

univitelinos disse...

É tocante, me sinto bem em ouví-los.

Rafael Costa disse...

Teatro mágico, aos poucos e sem querer entra na minha vida.

Jackson disse...

realmente tassiana de jesus
fui contagiado por essas palavras =P

Tassi disse...

Lindo né?! =D