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sexta-feira, 13 de maio de 2011

DOROTIANDO

 E ainda insisto com esse tipo de paixão que me arde o corpo e destrói pouco a pouco o que me resta de não mente que logo, vira mente.

...É que é um pouco dessa paixão que me faz distrair nesse escasso período de tempo que tenho de vida. E saiba que não é uma distração proposital. Ela me toma sem eu querer:

Me pega na padaria
Na fila do banco
Na sala de aula
...

Entra pelos meus ouvidos, olhos, boca...
Nos momentos mais rotineiros dos meus dias.

Distraio-me feito pluma de travesseiro.
Caio devagar
Calmamente apaixonada
.
.
.
Ensopada em ácido corrosivo me ardo
Mergulhada em óleo velho me encharco
Depois me esfrego em qualquer coisa áspera que faça eu acordar dessa letargia vadia que é o amor (?)
Eis que isso não adianta, já que o misto de sentimentos se fez salpicão.
E colocaram muito ingrediente nele.
A dor que me aqui invade se sustenta por dias, meses...

Corrói-me por dentro, eu digo.

É como bicho de goiaba
...E eles se divertem à luz de cócegas que machucam
Picam.

Riem em movimentos.

São minhocas ensaiando uma dança:

Um tango
Um flamenco
Um bolero.

Ah, se adubassem a minha terra.

Po(b)dre moça do coração furado que respinga sangue de ilusão

4 comentários:

Natalia disse...

Nãoooooooooooo

Anônimo disse...

Quem saBe! Da mesma maneira que as palavras Eternizam os momentos, escrevo aqui um "comentario", mas nada comento, apenas eternizo um pensamento, um momento, pequena parte que me fez parte, hoje, agora, amanha sei lá, prefiro não pensar, não me preocupar, quem sabe quando eu tiver algo para "comentar".

Tassi disse...

São exatamente esses 'despreocupar-se', 'desprender-se', esses 'deixar estar' que fazem meu coração saltar.
E é esse saltar constante, é esse tumtumtum frenético que me faz pensar demasiadamente e, que por isso, faz doer.
Talvez seja uma dor de “puro” deleite, sem grandes preocupações...
Uma dor sadia eu diria!
Mas isso não garante que um dia eu movimente demais os meus olhos, como diria Ricardo Reis(heterônimo de Fernando Pessoa).

À parte disso, estou experimentando o 'não saber'; o 'não palpável'; o 'não mastigável' (...)
É só nessa experimentação de prazer doído que eu poderei, enfim, comentar e "esclarecer-me" sobre as verdadeiras(?) belezas e imperfeições dessa paixão intocável, distante, (i)real e viciante que me tem tomado ultimamente.

Anônimo disse...

"...pequena parte que ME FEZ PARTE..."

É por "não saber" que sigo, insisto persisto, penso, invento, tento.

Vivo.

Me prendo aos pensamentos,
Me preocupo com sentimentos,

Dou uma risada com o canto da boca

sigo, insisto, persisto...

Vivo.