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quarta-feira, 6 de junho de 2012

A minha Maria



Me antecipo no que poderia se tornar poético para tentar oferecer um punhado de palavras antes do teu retorno.

Busco no frio algo que transcenda a apatia que sinto ao modo como o vento bate em minha nuca.

Desse jeito penso: “era mais fácil digerir sentimentos quando você me era mais exotopia, mais longe, mais lacunas que se intervalavam. Agora que nos carregamos em um lado a lado mais estreito, a intimidade descasca a beleza do sentir”.

Não que eu sinta menos, é que quando pisamos várias vezes numa mesma linha, fica difícil pontuar quem pisou em cada espacinho.

Hoje pela manhã tive um sonho:

Sonhei que você já estava em casa
E no sobressalto voei para dentro do seu quarto
Me joguei na sua cama dizendo um
Oi princesinha e um parabéns bem cantado
Você estava cansada como eu já esperava
Mas como é enérgica ainda trocou algumas palavras
Perguntei o que eram aqueles pacotes embrulhados
E de quem ganhara
Você me disse que era de sua tia e de sua vó
Você abriu os pacotes
Em um, eram toalhas de louça
E em outro era um lençol rosa bebê.
Não sei se você ficou feliz,
Mas é bompracasa, eu disse.
Depois disso você dormiu
E eu saí dizendo: que saudade!


O que é prosaico pode dar cor.

O que é rotina (?)
O que é silêncio (?)
O que é hábito (?)


Hoje mesmo disse a Suzi: “como pode haver tanta beleza em uma dor?”

Fico feliz por estarmos numa sintonia afinca em que doemos juntas e saramos juntas e deliramos juntas.
Fico feliz por você, meu reino dos sorrisos.

A sapequecidade é algo que se cria com a intimidade (disso temos certeza).

Perdoa a minha miúdez. Escolha você a música...







Um rabisco bem embaixo: conversei com Suzi e disse que queria escrever sobre suas lindas qualidades, mas depois pensei: a Mi entenderia a minha secura. 

2 comentários:

Suzi Mossmann disse...

A intimidade provoca
A intimidade faz nascer.
Assisto
presencio maravilhada o encontro doce, intenso e pulsante dessas humanidades únicas, singulares:
Dois sorrisos, duas inquietudes incessantes bailando pelo mundoafora.

Milene Maria disse...

quando eu fui estava segurando lágrimas e e vários momentos de sorrisos verdadeiramente sentidos lá longe, você ocupava singelamente meus pensamentos, morena.

és parte do que me faz forte!

suas palavras me derretem o peito...