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sábado, 26 de junho de 2010

Pedaços de panos metafóricos.


A vida me despi sem eu ver.
Ela tira toda repressão em gesto que eu faço e não percebo.
Embriagada por alguma língua morna, arranca-me discretamente a blusa que escondia mentiras verdadeiras.
Não me espera, invade.
Metade de pele se mostrando e o suor doce de meia dúzia de amigos faz eu jogar, em qualquer canto de chão sujo, a calça que me privava do frio.
E assim eu nem vejo.
E semi nua eu danço nos enfeites da vida.

Risonha eu fico.

As pessoas gozam do meu riso e escondem os próprios prazeres infames. Mas, elas não sabem quão boa é a nudez.

Igual como quando estamos sozinhos, desfilo sem roupas por corredores silenciosos.
Espera, espera, espera...
Descontente eu me arrasto entre os rodapés cinzelados.
E eu compreendo.
E sei.
E calo.
É assim que vida me cobre com qualquer teto que consiga censurar uma passageira sensação de liberdade.

E desse jeito eu percebo a vida me des(pin)cobrin(do).



Silêncio.

2 comentários:

rafael Costa disse...

Sabe, se eu vivesse em uma tribo em que o ritual comum é não usar roupas, me cobriria até a cabeça. Graças ao nosso modo de viver, fico pelado, pelado, peladinho, e quero chocar e viver livre.

Entendo dessa liberdade e gosto.

Meu amor, saudades... minha voz logo estará te tocando.


Beijoooooo

Kássio Moreira disse...

só abrindo as cortinas e se expondo para descobrir a novidade, não?!